domingo, 12 de novembro de 2017
NA ÉPOCA DAS COLHETAS
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
LENHAS E COMBUSTÍVEIS
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Turismo, próspera indústria da actualidade
quinta-feira, 30 de abril de 2015
A CAÇA AO BOTO
sábado, 21 de março de 2015
AS LADEIRAS...
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Ao que chegámos!
Atravessei o século XX com as suas altas e baixas. Vivemos anos de crise depois da primeira guerra mundial e, passados poucos anos, a economia da ilha principiou a desenvolver-se, em parte por beneficiar das obras públicas que por cá foram executadas: a muralha de defesa e, a seguir, a estrada Lajes - Piedade. Depois, a da Piedade - Prainha. A seguir foi a transversal Lajes - São Roque, embora esta fosse executada, dizia-se, para justificar a extinção do Julgado Municipal das Lajes. Entretanto, chegou a fábrica de conservas e, por arrastamento, a construção de traineiras de pesca do atum. Anote-se que, em dado momento, o concelho das Lajes tinha trinta e seis traineiras, construídas nos estaleiros das Lajes e de Santo Amaro. Mas, encerrada esta, por razões pouco compreensíveis e nada justificadas, ainda nos restou a indústria de lacticínios, explorada pela firma continental Martins e Rebelo que, durante mais de três décadas, deu grande incremento à actividade agro-pecuária.
domingo, 26 de maio de 2013
SANTÍSSIMA TRINDADE
- Frei Diogo das Chagas – “Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores” 1646 – Direcção e Prefácio do Dr. Artur Teodoro de Matos,1989.
- História do Concelho das Lages, 1936.
- Frei Diogo das Chagas, Ibidem.
terça-feira, 14 de maio de 2013
As Festas
Sobre a
constituição da devoção ao Divino Espírito Santo, Lacerda
Machado informa (1): “No ano de 1523
desenvolveu-se na ilha de S. Miguel uma desoladora peste que
ocasionou 2.000 vítimas e se comunicou ao Faial no mês de Julho. O
pânico foi geral em todas as ilhas e os povos aterrados recorreram a
preces públicas, procissões e invocaram em especial o Espírito
Santo, prometendo distribuir pelos pobres anualmente, pela festa do
Pentecostes, as primícias de seus frutos, se escapassem do terrível
flagelo, que se não comunicou ao Pico. – Instituíram-se
irmandades em honra do Espírito Santo, celebrando em seu louvor
todos solenes, com folias e bailes, ao uso do tempo.”- História do Concelho das Lages, 1936, pág. 136.
sábado, 20 de abril de 2013
TEMPESTADES MARÍTIMAS
Realmente,
a vila das Lajes passou a ser invadida pelo mar, quando tempestuoso,
porque lhe foram retirando, ao longo do tempo, os calhaus que
circundavam a costa, para as construções urbanas e outras que se
foram construindo ao longo dos tempos.- Macedo, António L. Silveira de – “História das Quatro Ilhas q. Formam o Distrito da Horta” -1871, pág.219.
- Ibidem, 220
quarta-feira, 6 de março de 2013
No cabo do mundo
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
SÃO SEBASTIÃO
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Iluminação da Vila
sábado, 9 de abril de 2011
INTERESSES DA MINHA ILHA
Intitulo este texto “Interesses da Minha Ilha”, como o podia “baptizar” da Nossa Ilha. Eles são gerais e dizem respeito ao todo que é o Pico. Fazer desenvolver uma parcela da Ilha é contribuir para o desenvolvimento e progresso de toda Ilha. Mas, atenção: o Desenvolvimento tem de ser harmónico e interessar o seu todo. Deixem-me trazer aqui uma comparação: um homem bem vestido mas mal calçado, ou descalço, não se encontra bem vestido. Assim a Ilha. Desenvolver uma parte e deixar a outra ao abandono, é contribuir para a degradação de toda a ilha. É bom que se tenha isso presente e que, embora a ilha esteja há séculos dividida administrativamente, nada justifica que se olhe apenas para uma dessas parcelas e se ignorem as restantes. Assim sendo, nunca o desenvolvimento e o progresso, como se anuncia, poderá beneficiar o seu povo.
Há dias encontrei-me com uma senhora de uma das freguesias do concelho. Se fosse noutra ilha diriam que era de uma freguesia do Campo… Falou-me dos meus artigos e referindo-se a um deles dizia-me que estava de acordo com o que eu dizia porque a Vila não podia ser abandonada. São testemunhos destes, recebidos muito a miúdo, que nos confortam e nos animam a prosseguir neste trabalho modesto, sem compensação material, que isso não importa, mas pelo estímulo que nos trazem essas palavras amigas.
Há três décadas, mais ou menos, os três Municípios Picoenses reuniram-se resolveram criar Três Federações: Electricidade, águas e obras públicas, ficando sedeadas uma em cada Município. Assim, a Federação de Electricidade ficou com a sede no Município Lajense, enquanto a das águas ficaria no Município da Madalena e a das Obras em São Roque do Pico. Que me lembre foi a única tentativa colectiva para o desenvolvimento do Pico. Ainda hoje lamento que ela tivesse falhado, pois a ilha nada veio a lucrar com o acontecido… Ainda recordo como o processo se desenvolveu. Águas passadas…
A Federação de Electricidade entrou logo em funcionamento, passando a administrar centrais as existente nos três concelhos, incluindo as chamada “comunitárias”. As outras duas federações, por razões diversas, não passaram de mera intenção. Mas não teve melhor sorte a da Electricidade pois, decorrido algum tempo, o Governo Regional resolveu criar a Empresa de Electricidade dos Açores. A EDA assumiu imediatamente a direcção da Federação. Para a nova empresa pública foram transferidas as centrais, redes e todo o activo, sem qualquer compensação para os Municípios. Que eu saiba, no respectivo protocolo ficou somente salvaguardado que a iluminação pública ficaria à responsabilidade da nova empresa, bem como as iluminações das festas tradicionais dos respectivos concelhos. Acontece que a Câmara Municipal das Lajes tinha acabado de pagar a empreitada de construção da rede de São João às Lajes, no que tinha despendido cerca de vinte mil contos. E creio que não recebeu qualquer compensação…
Registe-se ainda que para a EDA transitaria o pessoal administrativo e técnico da Federação. A sede dos serviços deveria continuar na vila das Lajes. E assim aconteceu durante algum tempo, chegando a EDA a adquirir um prédio para a instalação dos serviços administrativos. Mas, ao que consta, tudo se modificou e o pessoal, uma parte ao menos, passeia diariamente para o novo local de serviço.
Decorridos cerca de trinta anos está a EDA a remodelar a rede da Vila das Lajes, passando-a totalmente a subterrânea, serviço que há muito devia ter sido empreendido. Mas não basta a rede. Os focos luminosos da rede pública tem de ser aumentados e reforçada a força das respectivas lâmpadas para que a Vila venha a ter uma iluminação condizente com a categoria urbana que possui, embora não haja sido classificada como merecia e merece.
E não volto a falar na hidroeléctrica, como projecto da autoria do Engº Cavaco, que foi Director Geral dos Serviços Hidráulicos. O projecto foi abandonado, naturalmente porque a turbina deveria ser instalada na Ribeira da Burra.
Vila das Lajes, Março de 2011.
Ermelindo Ávila
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
BIBLIOTECAS
É uma nova modalidade de turismo que está a valorizar esta terra, há cerca de duas dezenas de anos. Aliás um turismo com força cultural e que vem reforçar o ambiente que se vive desde há muito por esta ilha picoense.
E já agora convém recordar: A Vila das Lajes possui alguns estabelecimentos de leitura importantes pelo seu recheio e pelo número de obras que neles se consultam.
E principiemos pela Escola Secundária cuja biblioteca já atingiu cerca de 6.700 exemplares.
O Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, possui uma biblioteca especializada com algumas centenas de exemplares de obras clássicas, nacionais e estrangeiras.
A Biblioteca Municipal é bastante antiga e conta com cerca de 10 mil volumes. Mas tem uma história que vale a pena recordar.
Entre 1874 e 1879 andou por Coimbra a estudar Teologia aquele que , depois, seria Bisco de Macau, Dom João Paulino de Azevedo e Castro. Durante esses anos conseguiu recolher, nos alfarrabistas, algumas centenas de livros que enviou para a Vila das Lajes, sua terra natal, ao irmão Manuel Joaquim de Azevedo e Castro. Este, amante da leitura, havia solicitado a alguns cavalheiros a sua colaboração no sentido de fundar um Gabinete de Leitura. E foi para este gabinete que o irmão João enviou os “centos de livros” que havia recolhido. A Câmara Municipal de então concedeu ao Gabinete o subsídio de 18$000.
O Gabinete funcionou com regularidade durante vários anos até que, em 28 de Outubro de 1895, foi fundado o “Grémio Literário Lajense”, instituição de recreio, para o qual transitou o espólio do Gabinete. (Por exigências legais da Ditadura, o Grémio teve de alterar a denominação para Sociedade Literária e Recreativa Lajense, já nos anos quarenta do século 20.
A biblioteca do Grémio foi passando de instituição para instituição, chegando a nossos dias já bastante diminuída. Essa circunstância levou um pequeno grupo de jovens lajenses, na década de trinta, a fundar a Biblioteca Popular Lajense que, para garantia da sua existência viria a ser entregue, nos princípios dos anos quarenta, à Câmara Municipal das Lajes do Pico.
Em formação e contando já algumas centenas de exemplares existem os núcleos do Posto de Turismo Municipal, ao Castelo, e o Centro de Ciências do Mar, na antiga SIBIL.
Além das indicadas, encontram-se na vila das Lajes algumas pequenas bibliotecas particulares que acrescentam uma nota de verdadeira cultura ao velho e secular burgo.
Na Madalena, existe uma Biblioteca Municipal, fundada com os restos da biblioteca do escritor Nunes da Rosa, mas agora bastante enriquecida com mais de 15.000 volumes da biblioteca particular do falecido Dr. Lopes Correia e que o Filho, num gesto altruísta, acaba de doar ao Município da sua terra. Fica assim a Vila da Madalena a possuir uma das maiores bibliotecas picoenses.
Em S. Roque do Pico um grupo de cavalheiros, tendo à cabeça o notável João Bento de Lima, criou o Gabinete de Leitura Marques de Pombal, inaugurado em 8 de Maio de 1882.
A nossos dias pouco ou nada chegou da antiga biblioteca. No final do século XX, a Família do malogrado Poeta Almeida Firmino entendeu entregar à Câmara Municipal de São Roque a biblioteca do Poeta. Hoje a instituição possui mais de 3.600 volumes e está devidamente instalada, em edifício próprio.
Afinal um ambiente cultural que importa perseverar com cuidado e esmero pois só valoriza e em muitos aspectos a terra picoense.
Vila das Lajes, 24/Set./2009
Ermelindo Ávila

